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O CURIÓ: REPRODUÇÃO
REPRODUÇÃO
 
Na natureza o curió defende com muita garra seus domínios. Se alguma outra ave se aproxima do ninho, ele a repelirá até com certa violência. Em cativeiro não será difícil procriar a espécie, desde que seja reconstituído o seu habitat natural. para isso, você deve criá-lo em gaiolões ou viveiros. Nos viveiros devem ser plantadas pequenas árvores como pinheirinho. Nos gaiolões, devido ao espaço menor, coloque alguns ramos de bucho (tipo de vegetação) para a fêmea usá-los na construção do ninho. Este ninho pode ser encontrado em qualquer loja especializada e colocado no viveiro ou gaiola. O importante é colocar as gaiolas ou os viveiros em local arejado, que não seja escuro, não sofra correntes de ar e nem excesso de calor ou frio e, se possível, receba os raios solares da manhã.
O reprodutor deve gozar de total saúde, e a fêmea também deve estar com boa saúde e deve estar pronta para a procriação. Não se deve cruzar pássaros consangüíneos para não ocorrer degeneração. A fêmea deve ter de 1 a 4 anos de idade, que é seu período de postura, embora algumas continuam com a postura mais tempo. Depois do nascimento do filhote é aconselhável tirar o macho e deixar só a fêmea, mas o macho deve estar por perto para ensinar o filhote a cantar.
Para que o acasalamento aconteça, coloquem o macho e a fêmea inicialmente em gaiolas separadas, mas próximas uma da outra. Após cinco dias desse "namoro" à distância, junte os dois na mesma gaiola e deixe-os juntos para cruzarem durante 1 ou 2 meses. É nesse tempo que a fêmea vai preparar o ninho. A fêmea normalmente põe dois a três ovos, que são chocados em torno de 12 dias. Quando os filhotes nascem, levarão cerca de 10 a 14 dias para saírem do ninho. É nesse período que os filhotes começam a exercitar as asas e as pernas, por isto, você deve colocar o ninho em lugar baixo para evitar que os filhotes morram por uma eventual queda. Com 20 a 25 dia os filhotes começam a gorjear (cantar).
Quando eles estiverem com 30 dias mais ou menos, já se alimentam sozinhos e você deve retirá-los da companhia dos pais. Isso é muito importante porque o macho, inexplicavelmente, poderá feri-los se ouvir cantos de outros pássaros. Por isso, coloque os filhotinho em gaiolões para voarem e se desenvolverem.
O curió é conhecido pela higiene e limpeza do ninho. Isso é tão marcante na espécie que alguns criadores não colocam mais a coleira de identificação na perna dos filhotes enquanto estão no ninho, porque a mãe curió vai retirá-las podendo até ferir os filhotes nessa tentativa. Ela não aceita nenhum objeto estranho ou sujeira no ninho.
A troca de pena e bico é feita no período de abril a junho (podendo variar de um pássaro para outro e de regiões), neste período há uma queda da resistência e o curió está sujeito a pegar febre e outras doenças. Convém cobrir a gaiola para evitar o vento e, dar boa alimentação e deixar a gaiola bem limpa. Neste período o curió provavelmente deixará de cantar.

INTRODUÇÃO:
As instalações do criadouro ficaram prontas, tudo estar nos seus devidos lugares, opções por este ou aquele tipo de prateleiras, gaiolas com pintura eletrostática, sonorização, escolha de equipamentos, Timer etc. Tudo em ordem é chegado o momento mais importante. A hora da aquisição das matrizes. Todos nós gostaríamos de adquirir as melhores matrizes e que elas nos proporcionassem logo em seguida excelentes ninhadas para que todo o nosso esforço fosse compensado não é? O quanto seria bom... Mas não é desta forma que a "Banda Toca" ou melhor "Que o Curió Reproduz" as armadilhas encontram-se espalhadas por todas as partes e, não seria agora que estaríamos livres delas, portanto, listei alguns procedimentos que não devem ser prescindidos em nenhuma hipótese, mesmo que você queira não deve se enganar, é, às vezes a gente tem destas bobagens e tentamos enganar a nós mesmos achando que não pode ser, que não vai acontecer com a gente e facilitamos, “’Aí o Bicho Pega".
PROBLEMAS DURANTE A REPRODUÇÃO


Introdução :
Estamos em plena estação de cria dos nossos pássaros e comumente nos defrontamos com uma vasta gama de dificuldades, especialmente aqueles criadores menos experientes. Dentre as dificuldades mais freqüentes que iremos enfrentar esta a Retenção de Postura praticada por algumas matrizes constituindo-se no maior problema enfrentado, pois via de regra se não for conduzido com competência e de imediato corre-se o risco de perdermos uma matriz excepcional.
Todo criador de pássaros passará um dia por esta situação, portando é indispensável que se adquira previamente os conhecimentos mínimos e indispensáveis para a solução do problema. O conhecimento da formação do ovo bem como sua postura é indispensável, pois com certeza irá ajuda-lo na solução da retenção de postura.

ANATOMIA E FECUNDAÇÃO DO OVO:
Pretendemos esclarecer de forma simples e sucinta, e em linguagem clara, os motivos que originam a retenção do ovo por determinada matriz dando conhecimento das causas que impedem a postura sem a ajuda externa do criador. Nosso objetivo é dotar o criador do conhecimento do problema para poder interferi de forma competente, no entanto faz-se necessário o conhecimento de alguns aspectos anatômicos e fisiológicos do sistema reprodutor das fêmeas, bem como do ovo.
Em toda a vida animal a reprodução se processa através do ovo, sendo que no caso das aves o ovo apresenta peculiaridades próprias, dentre elas o seu tamanho, que inclusive supera em muito o ovo dos mamíferos, este fato deve-se aos ovos das aves conterem reservas alimentares que serão usadas pelo embrião durante o seu desenvolvimento até a sua completa formação, que compreende o momento da postura até a eclosão, já que este desenvolvimento se processa fora do corpo da ave.
O ovo se desenvolve no ovário do pássaro a partir da célula reprodutora chamada óvulo que é envolvido pelo folículo que se prende ao ovário por um pedículo. Para facilitar o entendimento imagine um cacho de uvas em que os talos são os pedículos e as uvas os folículos contendo o óvulo.
No ovário encontram-se vários óvulos que se desenvolvem no momento em que as fêmeas atingem a maturidade sexual e “APRONTAM” Neste momento inicia-se a Solicitação de Cópula por parte da fêmea que se coloca em posição característica para que o macho efetue a monta e a fertilize, logo após a Cópula as fêmeas entram em “Tremulação da Plumagem” neste momento ocorre o rompimento do folículo e o ovo se desprende do ovário sendo recolhido pela trompa e fecundado na parte superior do oviduto daí a necessidade da tremulação das asas por parte das fêmeas. Uma única célula masculina fecunda todas as células femininas a união destas células causam a fecundação e em seguida o desenvolvimento do embrião. Baseado no exposto recomendamos apenas duas cópulas com intervalo de oito horas entre elas como sendo mais que suficiente para uma fertilização segura. A célula fecundada logo começa a se dividir, muitas divisões ocorrem Andes do ovo ser posto. Do momento da fecundação ocorrida no oviduto superior, até a formação da casca no oviduto inferior, o ovo percorre todo o oviduto em aproximadamente vinte e quatro horas é neste percurso que ocorrem os problemas de retenção do ovo.

OVIDUTO:
Após a fecundação no oviduto superior, os ovos em número de dois ou três, (caso do curió), iniciam uma corrida pelo pavilhão do oviduto para se processar a completa formação do ovo, como se fosse uma linha de montagem.
À medida que a gema vai sendo impelida através do oviduto vai recebendo as diversas camadas de clara em torno da gema até chegar no oviduto inferior para receber a casca composta de Carbonato de Cálcio, todo o processo é concluído em no máximo vinte e quatro horas para a postura do primeiro ovo. Caso esta previsão não se concretize, providências imediatas se fazem necessárias no intuito de promover a expulsão do ovo em questão.

RETENÇÃO DO OVO:
No momento da fecundação o ovo tem a forma de uma esfera, e desloca-se com muita facilidade pelo oviduto, à medida que vai recebendo seus componentes tais como: Gema, Clara, Membranas e Casca sofre gradualmente uma transformação da forma esferoidal do início, para a forma ovóide que nós conhecemos dotada de duas extremidades ou pólos que lhes confere uma estrutura bastante resistente e anatomia escorregadia resultante das tensões exercidas pelo oviduto durante a sua expulsão em direção ao orifício exterior de saída.
As extremidades ou pólos do ovo estão dispostas segundo o processo de expulsão submetido pelo oviduto, sendo uma extremidade pontuda e a outra rombuda, a pontuda denominaremos de vértice e a rombuda de coroa do ovo. Durante o deslocamento, mediante a aplicação de tensões oriundas da constrição do oviduto conforme Ilustração-01 aonde o ovo é empurrado em direção ao orifício de saída aonde podemos ver as contrações do oviduto para expulsa-lo, nesta fase o ovo já se encontra completamente formado, sendo que só no final do oviduto receberá a casca Calcária.

Ilustração - 01
Podemos ver o ovo da esquerda completamente formado no interior do oviduto, nesta fase ainda não recebeu a casca calcária, o ovo do centro representa o deslocamento do ovo da esquerda que está sendo empurrado pelas paredes do oviduto mediante um sistema de músculos constritores que exercem pressão “MONO POLAR” sobre o vértice do ovo, esta pressão produz o deslocamento do mesmo no interior do oviduto até alcançar o orifício de saída situado na cloaca.
O ovo da direita mostra que o oviduto continua exercendo esforços de constrição pela redução interna do conduto, resultando em contrações que impelem o ovo para a parte final do oviduto aonde receberá a casca calcária e em seguida será expelido para o exterior resultando na postura.


Ilustração - 02
Comumente os criadores de curiós costumam dizer que o ovo atravessou ou encontra-se atravessado, já percebemos pelo o que, até agora foi demonstrado, que tal afirmação não procede, não tem como o ovo atravessar no oviduto.
A retenção ocorre quando os músculos constritores exercem pressão “BIPOLAR”, ou seja, a mesma pressão que é exercida no vértice para desloca-lo em determinado sentido é também exercida na coroa produzindo o mesmo deslocamento só que em sentido contrário, logo, uma força anula a outra não produzindo deslocamento algum. Podemos visualizar os efeitos da pressão bipolar dos músculos constritores na Ilustração - 02 bem como a retenção do ovo.




Ilustração - 03

Consideramos ainda pela freqüência que ocorre o caso em que, a deficiência de cálcio na alimentação, ou mesmo a precocidade sexual de algumas fêmeas muito jovens bem como fêmeas em fim de vida produtiva (matriz velha) propiciam a formação de “OVO MOLE” ou seja, a casca do ovo não endurece durante o processo de sua formação não oferecendo reação ao esforço de constrição, em conseqüência não há o deslocamento natural, este fato e originado pela “PRESSÃO CENTRADA” que o oviduto exerce sobre o “OVO DE CASCA MOLE” que o deforma, impedindo o seu deslocamento conforme observamos na Ilustração-03.



CÓPULA E PROSTRAÇÃO:
De alguma forma todos os criadores de Curiós enfrentarão problemas relacionados à postura de ovos por parte de suas matrizes, em última estância enfrentarão situações de dúvida em relação à cronologia que envolve o período que vai desde a cópula até a postura, via de regra este período varia provocando incertezas quanto ao momento da postura, quando devemos interferir e como fazer esta interferência. O criador de Curiós precisa a princípio adquirir conhecimentos mínimos do que está acontecendo no interior do sistema reprodutor enquanto observa externamente o comportamento e sintomas apresentados pela fêmea, este relacionamento entre o observado externamente (sintomas) com o interno oculto é fundamental para uma tomada de posição frente a uma retenção de ovo por parte da fêmea.
Antes de descrever o método pelo qual o criador fará a intervenção, julgo indispensável à obtenção de um diagnóstico do problema com extrema precisão, para tanto o criador em espacial os principiantes precisam adquirir os conhecimentos necessários a produção do “Diagnóstico Diferencial” e comparativo com situações de normalidade descritas a seguir.
Durante o mês de agosto a início de setembro as fêmeas de Curió iniciam a construção do ninho (mesmo que seja simbólica, mediante fornecimento de pequenas raízes), tal comportamento nas fêmeas novas indicam o amadurecimento sexual, e nas adultas o início do “APRONTAMENTO”. Paralelamente, transformações internas se processam para que se possa observem tais comportamentos externos. Neste momento, ocorre internamente o amadurecimento do óvulo, a cápsula ovária (folículo) presa ao ovário rompe-se e o óvulo cai na trompa (primeira parte do oviduto aonde se processará o seu encontro com os espermatozóides.
Externamente verificamos a conclusão do ninho por parte da fêmea e ela começa a solicitar a Cópula, esta solicitação ocorre sempre que a fêmea escuta o Cortejador cantar (pode ser eletrônico) ou na presença de um curió ou mesmo do tratador. É o momento de efetuar a cópula (este comportamento se verifica no máximo durante 72 (setenta e duas horas), ou seja, 03 (três) dias, em algumas fêmeas dura apenas 24 (vinte e quatro) Horas, e em alguns casos raros não chega se quer a ser notado) sendo que recomendo efetuar 02 (duas) cópulas no máximo, sendo uma pela manhã e a última no fim da tarde do mesmo dia, não aconselhamos deixar o curió cruzar várias vezes por ser tal prática contraproducente e desnecessária.
Neste momento ocorre internamente a queda do ovo na Cavidade Geral (Trompa) aonde se processará a fecundação do óvulo por apenas um único espermatozóide (o mais vigoroso que chegar primeiro ao óvulo) colocado pelo macho na cloaca da fêmea, e numa maratona deslocam-se subindo o oviduto para atingir o óvulo e fecunda-lo, estes são impulsionados pela Tremulação da Plumagem, que nada mais é que o elemento propulsor dos espermatozóides que sobem pelo oviduto até atingir o óvulo e fecunda-lo.
Ao penetrar no óvulo este se recobre de uma película que impede a entrada de outros e, inicia-se a fecundação interna com o surgimento do blastoderma ou núcleo de segmentação que se divide em dois, quatro, oito, 16 partes e assim por diante iniciando-se desta forma a vida embrionária. O ovo é então impelido para o exterior mediante os esquemas das Ilustrações 01, 02, e 03.
Neste momento externamente observamos ao olhar a fêmea de frente um certo volume no “oveiro” é a presença do ovo que será expelido para o exterior através do orifício anal. (Posto o ovo, ele manterá as suas faculdades germinativas do blastoderma por algum tempo, já obtive bom resultado até com 10 (dez) dias, devemos vira-los diariamente e mantê-los a baixa temperatura (22°C) com umidade controlada). Geralmente a postura ocorrerá sem problemas nas próximas 24 (vinte e quatro) horas e pela manhã, caso não ocorra, e a fêmea não apresente acentuado sintoma de prostração, não temos com que nos preocupar, tristeza moderada é normal, a postura ocorrerá até com 48 (quarenta e oito) horas (observar ilustração-01) caso contrário, surgirá fatalmente os sintomas de Prostração que se nada for feito por parte do criador evoluirá para uma Pré Coma, seguida de Coma e Óbito.
Dois casos distintos de “Retenção de Ovo” tem sido observados e estudados, na Ilustração-02 Pressão Bipolar e na ilustração-03 Pressão Centrada (ovo de casca mole) o criador poderá lançar mão da técnica conhecida como Método da Impulsão Externa, para indução da postura que descreveremos a seguir.

INDUÇÃO DA POSTURA
 
- MÉTODO DA IMPULSÃO EXTERNA:
Decorridas 24 horas da cópula ou 72 horas como limite máximo, cabe-nos observar se a fêmea apresenta tristeza acentuada, geralmente acompanhada de respiração ofegante, plumagem grossa (embolada), e se estiver sobre o fundo da gaiola não reagindo a ser colhida com a mão, em caso afirmativo, trata-se de caso clássico de Retenção de Ovo. Este diagnóstico não falha. Os sintomas poderão ocorrer na postura do primeiro ovo, no entanto temos verificado o problema também na postura do segundo (Caso da casca mole é mais freqüente no segundo ovo). Ocorre ainda na postura de um só ovo que pode ser mole, ou, duro avantajado.
Constatado o quadro descrito a cima colocamos imediatamente em prática o método da Impulsão Externa que consiste no seguinte.

1° Passo:
Colhemos a Curiôa cuidadosamente com a mão direita (devemo-nos acercar de todos os cuidados para que a enferma não se debata nem alce vôo de nossas mãos) colocamos de costas sobre a palma da nossa mão esquerda de forma que o dedo médio faça o apoio nas costas e com o dedo indicador e anular da mesma mão prendam suas azas garantindo-nos uma boa contenção. (se não dispor desta habilidade manual solicite ajuda a terceiros).

2° Passo:
Com a mão direita livre, utilize as extremidades dos dedos indicador e anular para localizar o osso externo do peito “Quilha” e, deslocando-o em direção ao anus encontramos a cavidade abdominal logo abaixo das costelas, esta parte da ave é desprovida de ossos e suavemente deslocamos os dedos ligeiramente abertos sobre os intestinos buscando manter sempre a simetria do abdômen em relação a linha definida pelo osso externo, ai aplicamos nesta área leve pressão em direção ao orifício anal, podemos mediante a sensibilidade das extremidades do dedo localizar o ovo por apalpação e determinar quantos são e a condição de casca se mole ou dura.
Efetuamos mediante a constatação por apalpação com as extremidades dos dedos movimentos lineares dotados de leve pressão que vão do osso externo até o local aonde se encontra alojado o ovo. Ao sentir o ovo sobre os dedos saberemos o grau de dificuldade para expulsa-los, pois, se a casca for mole a dificuldade esta na constrição dos músculos do oviduto que deformando-o impedem-no de sair. Se a casca for dura a dificuldade será pela pressão bi polar exercida pelos músculos constritores, logo que tenhamos conhecimento da situação quanto ao tipo de casca procederemos de maneira diferenciada.

3° Passo:
Se o ovo possui casca mole podemos efetuar uma pressão maior com as pontas dos dedos indicador e anular até encontrarmos a extremidade vértice do ovo, (procedendo desta forma não corremos o risco de exercermos pressão sobre o ovo o que fatalmente o romperia) neste ponto efetuamos movimentos delicados de pressão que irão estimular ou mesmo substituir as contrações e ajudar a impelir o ovo através do oviduto até o orifício anal. Como podemos verificar o processo é demorado, então precisamos intercalo-lo com instantes de descanso o que provoca muitas das vezes uma retomada das contrações por parte da Curiôa e geralmente a postura ocorre durante o período de descanso. Caso contrário, retomaremos as pressões anteriormente descritas, intercalando-as com períodos de descanso até que se verifique o surgimento de um ponto branco que crescerá à medida que o método se desenvolve até o surgimento de boa parte da coroa do ovo, neste momento mediante o uso de uma seringa dotada de agulha grossa e sem ponta (agulha de uso bovino) efetuamos uma punção de todo o conteúdo do ovo e em seguida puxamos a sua casca membranosa e vazia com a ajuda de uma pinça finalizando desta forma todo o processo, a fêmea em dois dias estará totalmente recuperada, no entanto é recomendável coloca-la por algumas horas em local aquecido para recuperar-se.
Se o ovo possui casca dura o processo é o mesmo, devemos apenas tomar o cuidado de não efetuar pressão sobre o ovo e sim sobre a sua extremidade vértice em direção a sua saída, é necessário tranqüilidade e concentração durante todo o processo que deve ser intercalado por descanso até atingirmos o objetivo. A segurança do executor do método é fundamental, deve repousar no fato de ter adquirido todos os conhecimentos necessários à prática do mesmo, pois não há lugar para insegurança ou vacilo, iniciado o processo devemos ir até o fim. Em alguns casos a postura pode ocorrer logo após a massagem, para tanto o ovo deve deslocar-se até a cloaca.
Acreditamos que a divulgação do método descrito não se constitui novidade entre os criadores de pássaros que já os praticam há décadas, no entanto o criador iniciante encontrará ao seu dispor as informações necessárias e capazes de salvar a vida de várias fêmeas em reprodução. Observar conjunto de fotografias anexadas.

Autor Gilson Barbosa
gilsonferreirabarbosa@hotmail.com


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